quinta-feira, 16 de novembro de 2017

As nossas sugestões...lilás, rosa ou violeta

Este mês desafiamo-lo a ler um livro cuja capa seja lilás, rosa ou violeta:

Ana Karenina parece ter tudo - beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Vronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura. Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Konstantin Levin, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.
Neste romance os leitores poderão ler a história de um estranho hoteleiro, do seu enigmático hotel, de uma passagem secreta e em tempos obstruída, do vício pouco ortodoxo de que o hoteleiro é vítima e cúmplice, das duas mulheres com as quais mantém relações ambíguas, da perplexidade ou inocência dos hóspedes. Mas a vida de Joaquim Heliodoro não é linear, a sua história cruza-se com arquitetura, curiosidade e pornografia, bem como com os problemas que daí derivam ou aí conduzem. Prémio Pen Club 2015.

Winston Smith é funcionário do Ministério da Verdade, onde se dedica a "corrigir" os factos históricos ao sabor das conveniências do Partido. Porque "Quem controla o passado, controla o futuro: e quem controla o presente, controla o passado", como diz o slogan partidário. Mas Winston Smith corre um grave risco, porque a sua memória ainda funciona. E ele sabe que a imagem do Estado e do Partido são uma ficção, que os cidadãos são controlados através da mentira. E a Polícia do Pensamento, que quase consegue ler a mente dos indivíduos, sabe que ele sabe. E ainda por cima Winston apaixona-se por Júlia, um amor que é proibido. Entra então para uma organização que se chama a Irmandade, para combater o Partido. No entanto, como Deus, o Grande Irmão é omnipresente e vê-nos onde quer que estejamos, sejam momentos públicos ou íntimos...

Muito mais do que um romance de amor e aventuras… Um marinheiro sem barco, desterrado do mar, conhece uma estranha mulher, que possui, talvez sem o saber, a resposta a perguntas que certos homens fazem desde há séculos. Arturo Pérez-Reverte, o autor espanhol contemporâneo mais lido no mundo inteiro, leva-nos, na companhia de Coy e Tanger, à procura do Dei Gloria, um bergantim que há mais de duzentos anos repousa nas águas profundas do Mediterrâneo. De Barcelona a Madrid, de Cadiz a Gibraltar, ao longo das costas de Cartagena, o objectivo é sempre um tesouro fabuloso, que talvez contenha a resposta a um dos grandes enigmas da história de Espanha. Nunca o mar e a História, a aventura e o mistério, se tinham combinado de um modo tão extraordinário. De Melville a Stevenson e Conrad, de Homero a Patrick O’Brian, toda a grande literatura escrita sobre o mar lateja nas páginas desta história fascinante e inesquecível, assinada por um grande autor ibérico de projeção internacional.
Vicky Rai, um playboy filho de um influente político indiano, mata a jovem Ruby num restaurante em Nova Deli apenas porque ela recusa servir-lhe uma bebida. Sete anos depois, Vicky é julgado e absolvido pelo seu crime. E decide celebrar com uma festa de arromba. Mas esta festa vai ter um final inesperado quando Vicky é encontrado… Morto.Entre os 300 glamorosos convidados, a polícia encontra seis pessoas estranhas e deslocadas naquele meio, todas elas com algo em comum. Cada um deles teve motivos mais do que suficientes para premir o gatilho. Inspirado em acontecimentos reais, o muito aguardado segundo romance de Vikas Swarup é um livro de leitura compulsiva que oferece um olhar perspicaz sobre a alma e coração da Índia contemporânea.

Maria: foi recentemente abandonada pelo seu companheiro. Raquel: deixou o seu amante, um homem casado. Elsa: vive traumatizada por uma violação. Susi: a morte do irmão deixou-a sem perspetivas. Quatro mulheres sós, sem companheiros românticos, sem filhos, longe das famílias. Através das suas histórias cruzadas, emerge o retrato de uma cidade em que toda a gente parece conhecer-se, mas onde de facto, cada ser vive no anonimato da sua identidade, e dos seus sentimentos. Com este misto de crueldade e humor que marcara os seus romances anteriores - Amor,curiosidade e dúvidas e Beatriz e os corpos celestes - a autora interroga os tradicionais papéis femininos e a sua validade neste nosso presente. Das relações entre mulheres à pseudo guerra dos sexos, Lucía Etxebarria desmonta a lógica (ou a falta dela) na nossa existência urbana. No fundo do túnel, há talvez uma nova forma de redenção. Mas por um preço.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Formação na Biblioteca Municipal de Algés: Introdução ao Google Earth


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Livros Proibidos - Ciclo de Conversas. A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende. Com a atriz Maria João Luís.

É já amanhã, dia 15 de Novembro, às 21H30 que terá lugar a sexta sessão do projeto Livros Proibidos, desta feita dedicada à obra de Isabel Allende, A Casa dos Espíritos. Pelo olhar da atriz Maria João Luís e a moderação de Maria Flor Pedroso.

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende é uma daquelas obras marcantes no imaginário e universo de qualquer leitor do mundo. Um texto de riqueza literária notável, onde as personangens femininas são estranhos anjos que acordam ao amanhecer e que se revelam ou não aos simples mortais. Entidades quase incorpóreas que não se demoram na simples temporalidade do quotidiano, mas acabam por ganhar uma dimensão poética, num outro plano onde se concretizam. A razão da sua inclusão num painel de Livros Proibidos dedicado ao tema Corpo e Identidades prende-se também com a riqueza e complexidade deste universo feminino que atravessa várias gerações da família Trueba. Os nomes são já e por si só simbólicos e metafóricos desta realidade: Nívea, a claravidente Clara, a estranhamente bela Rosa ou Alba. São personagens inesquecíveis, transcendentais ou até mesmo viciantes para o universo masculino que, num contexto de uma sociedade patriacal, não as consegue dominar. Elas estão muito para além deles… Por outro lado, trata-se de um texto escrito pela nossa autora durante o seu exílio forçado, na exuberante Venezuela da década de 80 e que tem no seu enredo ingredientes simultanemanete reais e ficcionados sobre a revolução socialista chilena (com um dos grandes protagonistas Salvador Allende, primo de seu pai,  e o golpe de estado de Augusto Pinochet com a subsequente ditadura que se instalou no Chile). Foram, de resto, estes acontecimentos e a herança do nome Allende que obrigaram a nossa autora a sair da sua pátria, onde tinha toda a sua vida estabelecida, e iniciar uma diáspora que só terminaria aquando do restabelecimento da democracia no seu país. Por tudo isto, A Casa dos Espíritos seria obrigatoriamente um texto a revisitar, não só pelo encantamento, densidade e complexidade das suas personagens que se tornam numa marca difícil de esquecer, mas por constituir um daqueles casos de sucesso literário e de vendas, ajudando a contextualizar alguns dos acontecimentos mais importantes chilenos e que se inscrevem na tentativa humana de lutar sempre por um mundo melhor, com mais oportunidades para todos e mais justiça. O percurso da nossa autora, que é já longo, fala bem sobre todas as causas que já abraçou e aventuras que vivenciou. Porque não se pode contar a história sem viver dentro dela. Depois, e naturalmente, pela enorme capacidade que tem em manejar as palavras, que brotam dentro dela como sementes lançadas em terra fértil. Uma vocação que não se explica...
Consultar o Guião de Leitura

"A casa das Tias"- com Cristina Serôdio


No dia 15 de Novembro (quarta-feira) a Biblioteca Municipal de Algés promove uma sessão com a escritora Cristina Almeida Serôdio que irá falar-nos sobre o seu primeiro romance  «A casa das Tias».
«Uma acidentada herança dá a M. a casa das tias solteiras, irmãs do avô, que visitava nos Setembros da sua infância. A visita à casa fechada há muitos anos e a passagem pelos seus lugares privados faz-se na companhia de uma velha amiga de escola, que a pedido de M., a partir do que ouve e vê, inventa e compõe uma história de família.
Como pequenas partes de um espelho estilhaçado que reflete uma realidade multifacetada, assim se constrói este livro, com pequenos retratos, breves descrições, episódios passados entre figuras da casa, o tempo e os dias na aldeia e na cidade.».
Não deixe de vir esta sessão.
Sessão aberta ao público em geral.






sexta-feira, 10 de novembro de 2017

"Rios de Lama - Evocar as Cheias de Novembro de 1967 em Oeiras"

COLÓQUIO
"Rios de Lama - Evocar as Cheias de Novembro de 1967 em Oeiras"
Um colóquio proposto e organizado pelo Grupo Histórias de Vida, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, através do Departamento de Cultura e Promoção do Conhecimento, da Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras e do Arquivo Municipal de Oeiras, em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
25 NOVEMBRO. SÁBADO. 9H30 ÀS 17H30
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
INFORMAÇÕES
BMAlgés, tel.: 210 977 480/81

ENTRADA LIVRE

Transporte: Algés/Oeiras - 9h00 saída de Algés e regresso às 17h30
Local: Junto às Bibliotecas Municipais de Algés e Oeiras

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Desafio Literário Novembro

Este mês desafiamo-lo a ler um livro de Ficção Científica e uma Biografia:
No início de Agosto de 1966, García Márquez e Mercedes foram aos correios enviar o manuscrito terminado de Cem Anos de Solidão para Buenos Aires. Pareciam dois sobreviventes de uma catástrofe. O embrulho continha 490 páginas dactilografadas. O funcionário que estava ao balcão disse: «Oitenta e dois pesos.» García Márquez observou Mercedes a procurar o dinheiro na carteira. Tinham apenas cinquenta pesos, e só puderam enviar cerca de metade do livro: García Márquez pediu ao homem que estava do outro lado do balcão para tirar folhas como se fossem fatias de toucinho fumado, até os cinquenta pesos serem suficientes. Voltaram para casa, empenharam o aquecedor, o secador de cabelo e o liquidificador, regressaram aos correios e enviaram a segunda parte. Ao saírem dos correios, Mercedes parou e voltou-se para o marido: «Hei, Gabo, agora só nos faltava que o livro não prestasse.»
Na juventude, Leonardo era excepcionalmente belo e na velhice tinha o rosto de um sábio vergado pela tensão daquilo que aprendera sobre o Universo. Era um homossexual vegetariano, filho ilegítimo que recebeu muito pouca educação formal e foi excluído de quase todas as profissões devido Às circunstâncias do seu nascimento. Era um amontoado de contradições e conflitos, um homem que raramente concluia uma incumbência, muito viajada para a época em que viveu, um homem que queria viver a vida intensamente e chegar à raiz de todos os fenómenos, explicar todas as coisas, fazer tudo o que fosse possívele registar tudo o que testemunhasse.Mas quem foi Leonardo? O homem do Renascimento - cidadão do mundo - Leonardo, o Génio. Epítetos gravados hoje na nossa mente ao revermos a obra quase inumana que Leonardo nos legou. Observamos hoje Leonardo em quase tudo o que fazemos ou pensamos. Mas quem foi Leonardo? Homem da Ciência? Das Artes? Do Pensamento? Da Engenharia? Da Arquitectura? Da Óptica? Da Medicina? Do Futuro? Como pôde um homem ser tantas coisas em tão pouco tempo? Como pôde ele descobrir teorias que só séculos mais tarde seriam redescobertas e aplicadas?
Neste livro, as suas ideias científicas têm prioridade. Viajamos com ele nas suas máquinas pelas cidades do seu tempo, conhecemos a história das caras por trás dos seus quadros, suas amizades, seus medos. Leonardo, homem de um pensamento tão vasto que do renascimento se estende até hoje.
Marco António, o homem mais poderoso de Roma, e Cleópatra, a sedutora rainha do Egito, são, sem sombra de dúvida, personagens da maior estória de amor da nossa História. Inspiraram arte, filmes, literatura e o seu dramático romance foi contado e recontado ao longo dos tempos. Juntos viveram num ambiente de luxo e esplendor, lutaram pelo sonho de um império e perderam tudo na mítica batalha de Actium. Passados mais de dois mil anos sobre o seu espetacular suicídio, António e Cleópatra continuam a despertar curiosidade. Adrian Goldsworthy, autor de Os Generais Romanos e César, tendo por base fontes antigas e evidências arqueológicas, conta-nos a verdadeira história destas duas figuras, pensadas no seu tempo e na sua cultura. Este historiador vai atrás dos factos por detrás das lendas e mitos, para nos revelar que António não era afinal um simples soldado, aliás tinha pouca experiência militar, mas sim um homem nascido numa família aristocrata, com grande habilidade política. E Cleópatra, a bela e ambiciosa rainha, não era egípcia, mas sim grega. Falava grego, vestia-se como grega, mas sabia que só uma aliança a Roma a poderia colocar perto do poder. No seu caso seduzindo e tornando-se amante de César, primeiro imperador de Roma, e de Marco António. Os dois homens mais poderosos do seu tempo.Os dois homens mais poderosos do seu tempo. A história de António e Cleópatra que vai ler ao longo destas páginas pode não ser a história que imaginou, mas o autor assegura-nos que é ainda mais fascinante e dramática. A história de uma paixão, de guerra e ambição, uma história de dois animais políticos, numa época em que o mundo estava em profunda mudança.
E agora algo completamente diferente… Em 1969, seis Ingleses (bem, um era Galês e outro um Americano intrometido) juntaram-se para criar um programa de televisão sobre um agente teatral sem escrúpulos, desonesto e francamente asqueroso, chamado Monty Python. O Monty Python’s Flying Circus mudou a face da comédia televisiva e agora, mais do que há quatrocentos anos atrás (bem, de facto, trinta anos e mais um bocado), as pessoas continuam a falar sobre ele. Aqui está, nas suas próprias palavras e nos extractos dos diários pessoais, a história completa dos Monty Python. O livro relata a vida dos cómicos ingleses que abriram os sentidos do mundo não só para a comédia, mas também para alguns temas importantes da sociedade moderna: como trocar papagaios mortos; piadas enquanto armas mortíferas; canibalismo em agências funerárias; a presença de cangurus na Última Ceia.
"Actualmente, quase todos os historiadores rejeitam a tese de um Viriato nascido e criado nas montanhas. Os traços da sua personalidade, recolhidos a partir das obras de autores antigos, apresentam-no como um homem sóbrio, enérgico, justo e fiel à palavra dada, desprezando em absoluto o luxo e o conforto e, sobretudo, como um excelente estratega militar, levam-nos a concluir que se tratava de um vedadeiro político, o indiscutível chefe militar dos lusitanos e defensor da sua liberdade, e não de um rude pastor das montanhas. Apresentar Viriato como o defensor de uma certa unificação militar e política contra o poder de Roma e como possível criador de uma monarquia na Lusitânia - cujo território não formava uma unidade  social ou política - é talvez exagerado. Mas, a verdade é que a acção de Viriato, tanto militar como diplomática, fez com que todos os povos vizinhos se mobilizassem contra Roma sob o seu comando e direcção. Viriato foi o primeiro lusitano no comando de um grupo de guerreiros composto por pessoas de diversas tribos e durante os oito anos que duraram as suas campanhas não houve nenhum caso de indisciplina entre as tropas. Facto surpreendente por se tratar de um «exército bárbaro», como diriam os romanos." Mauricio Pastor Muñoz In Introdução
A Guerra Mundial de 1992 d. C. deixara a Terra devastada. Através das suas ruínas o caçador de prémios Rick Deckard caminhava sorrateiro à procura da sua presa - um andróide renegado. Quando não os estava a «retirar» com o seu laser, Deckard sonhava em possuir um animal vivo – o último símbolo de status num mundo completamente privado de vida não humana. Num dia gélido de Janeiro, Rick viu a sua oportunidade. Estava destacado para matar seis andróides Nexus – 6. Mas, no seu mundo, as coisas, nunca eram assim tão simples. A sua nomeação depressa se transformou num caleidoscópio de pesadelo, subterfúgio e fraude – e na ameaça de morte que pairava mais sobre o caçador do que sobre os caçados.
A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e com quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra. Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim. Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor, A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.
O Marte de Bradbury é um lugar de esperança, sonhos e metáfora — colunas de cristal e oceanos de fóssil — onde uma fina poeira cai sobre as grandes cidades desertas de uma civilização silenciosamente destruída. É lá que os invasores chegam para pilhar e comercializar, crescer e aprender — primeiro, um fio de água, depois uma torrente, a correr de um mundo sem futuro para uma promessa de amanhã. O Homem da Terra conquista Marte... e depois é conquistado por ele, aquietado por mentiras, perigos de conforto e familiaridade e seduzido pelo fascínio demorado de uma raça antiga, misteriosa. As Crónicas Marcianas de Ray Bradbury é uma obra clássica da literatura do século vinte cujos poder e imaginação extraordinários se mantêm radiosos apesar da passagem do tempo. Em histórias cronológicas e interligadas somos uma vez mais cativados, deliciados e desafiados com a visão e o coração de um grande mestre — expondo com singeleza e assombro à luz brilhante do espaço a nossa força, a nossa fraqueza, a nossa loucura e a nossa bondade pungente num mundo estranho e prodigioso ao qual o género humano não pertence.
Dois jovens travam conhecimento num mundo mágico do outro lado do rio e para além do limiar do mundo quotidiano onde cresceram. Não sabem como nem por que razão chegaram à rua calcetada e ao crepúsculo eterno de Tembreabrezi, a vila da montanha. Sabem apenas que, voltando lá, encontrarão a paz e a fuga todos os enfadonhos problemas da vida diária. Porém quando o refúgio se converte em horror e os caminhos de sonho conduzem ao pesadelo, deixa de haver fuga. Têm então de optar não entre uma vida e outra mas entre a vida e a morte. E têm de escolher sem qualquer orientação ou explicação, sem auxílio algum ... a não ser donde menos esperariam.
Chocky : o amigo invisível
Pela primeira vez publicado em 1968, Chocky, o Amigo Invisível é um clássico de ficção científica que foi alvo de diversas adaptações; em 1967 a BBC produziu uma versão radiofónica e em 1984 uma versão televisiva juvenil estreou no ITV, no Reino Unido. Chocky, o Amigo Invisível conta, tal como o título indica, a presença de um amigo invisível na vida de um rapaz chamado Matthew. Os pais de Matthew achavam que este estava apenas a atravessar mais uma fase - desta vez, uma fase em que falava sozinho. Decidiram, como todos os pais, esperar que essa fase passasse, porém os solilóquios agravavam-se a cada dia que passava. Pouco depois, Matthew começou a fazer coisas que nunca poderia ter feito antes desta "fase": cálculos matemáticos em linguagem binária, por exemplo. E foi então que Chocky - dentro da cabeça de Matthew, se revelou.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Cidades Inteligentes: Ideias para o Futuro, por Miguel de Castro Neto e Luís Vicente Baptista

Que cidades teremos em 2030? A crescente urbanização tornou as cidades em ecossistemas sociais complexos onde é imperativo assegurar o desenvolvimento sustentável. Por essa razão, convidamos para as Conversas na Aldeia Global de 9 de novembro, quinta-feira, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, os investigadores Miguel de Castro Neto e Luís Vicente Baptista para uma reflexão sobre as principais ideias para o futuro a caminho dos ODS “Cidades e Comunidades Sustentáveis” e “Educação de Qualidade”. 
O conceito de cidade inteligente remete para a vontade de mobilizar de forma colaborativa os cidadãos, as autoridades locais e as empresas em torno de projetos urbanos integrados que utilizam novas tecnologias e a inovação científica ao serviço das pessoas. 
Rumo a 2030, precisamos de cidades mais verdes, inteligentes e sustentáveis. Para isso, tem de se evoluir na resolução de muitos problemas que afetam atualmente a cidade: mobilidade, escassez de recursos, alterações climáticas, desigualdades económicas e a exclusão social. Quais os recursos únicos da cidade? Quais as suas principais debilidades? Como se posiciona o a cidade face à realidade nacional e internacional? E qual é o papel do cidadão no desenvolvimento económico da cidade? Esta e outras questões vão estar em debate em mais uma Conversa na Aldeia Global.
Com Miguel de Castro Neto, Professor Auxiliar e Subdiretor da NOVA Information Management School (NOVA IMS) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde é Presidente do Conselho Pedagógico. Desenvolve o seu trabalho de investigação e ensino na área da Business Intelligence e das Smart Cities. Foi Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, entre 2013 e 2015. É Presidente do Conselho Nacional de Engenharia Agronómica da Ordem dos Engenheiros, coordenador do Grupo Cidades e Ordenamento do Território da Plataforma para o Crescimento Sustentável e Presidente do Conselho de Curadores do Festival Terras Sem Sombra. Foi-lhe atribuído o prémio Personalidade SmartCities 2017 pelo Conselho Estratégico Green Business Week .
E Luís Vicente Baptista, professor catedrático e sub-diretor, desde 2005, e vice-presidente do conselho científico, desde 2009 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL. É também Diretor do CESNOVA, desde 2010 e foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia. Tem investigado sobretudo nas áreas da história social das ideologias e das políticas públicas, sociologia da vida quotidiana, da sociologia urbana e da sociologia do consumo. 
A moderação é de Vasco Trigo. Esperamos por si!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

As nossas sugestões...castanho


Obra-prima do romance de mistério, a Pousada da Jamaica passa-se na Cornualha no ano de 1820. Mary Yellan, uma jovem de vinte e três anos, vê-se obrigada, após a morte da mãe, a ir viver com uma tia num local ermo e isolado onde esta, juntamente com o marido, explora a Pousada da Jamaica. Mas Joss Marlyn, o marido da tia Patience, é um homem obscuro e violento, e uma atmosfera ameaçadora e sinistra envolve aquele lugar. Suspense, paixão e aventura numa obra reveladora da capacidade única de Du Maurier para captar o espírito perturbador, quase sobrenatural, dos locais que elege como cenário dos seus romances.

Thomas Moran descobre a sua vocação de uma forma, no mínimo, turbulenta. Quando em 1906 São Francisco é abalada por um violento terramoto, Thomas, então com sete anos, comete o seu primeiro acto de delinquência e a partir daí a sua vida toma um rumo que em muito reflectirá a própria história dos Estados Unidos. Gangsters de todas as nacionalidades, vigaristas, autoridades corruptas e as provações de viver à margem da sociedade constituirão o seu dia-a-dia, mas a força de um grande amor poderá estar prestes a mudar o seu destino. Quando Thomas conhece Effie, filha de um vinicultor de Napa Valley, conhece também talvez a única grande oportunidade de ir ao encontro de uma vida nova. Mas será ainda possível salvá-lo de si próprio?

Estamos em 2001, e a família Drummond, reunida pela primeira vez em muitos anos, juntou-se perto de cabo Canaveral para assistir ao lançamento no espaço da sua amada filha e irmã, Sarah. No cenário irreal e em technicolor das mais finas atrações turísticas da Florida, os Drummonds e os seus intímos conseguem manter-se em todas as atividades ilícitas possíveis debaixo do sol tropical - rapto, chantagem, armas e mercado negro, para enumerar apenas algumas delas. Aparentemente não são capazes de evitar problemas, mas o que poderia resultar numa espécie de cacofonia de talk-show, nas mãos de outro escritor, torna-se nas mãos de Coupland material para uma epopeia moderna. Mesmo quando a vida dos Drummond fica completamnte fora de controle, Coupland recorda-nos sempre a sua humanidade, forjando uma hilariante obra-prima com o olhar agudo de um crítico cultural e o coração e a alma de um dotadíssimo contador de história. Quando recua no tempo e nos faz mergulhar nos vários passados dos Drummond, conta-nos não só os seus percursos, mas também a história dos nossos tempos - talidomida, sida, drogas, divórcio, internet, tudo isso aglutinado com a nossa cola do amor e da loucura das famílias. Os Drummond irão certamente juntar-se às fileiras das grandes famílias da ficção literária.

St. Mary Mead é uma pacata aldeia inglesa, onde o dia-a-dia decorre sem incidentes de relevo e até os equívocos e desaguisados do costume fazem já parte da rotina diária. Mas o comportamento arrogante e intransigente do coronel Protheoroe, figura proeminente na vida da aldeia, torna-o no alvo preferido de comentários controversos e dos ódios mais enraizados, levando o próprio vigário a declarar um momento de desespero e irreflexão que quem matasse o coronel faria um favor ao resto do mundo. O sereno vigário Clement não imaginava então que este seu comentário pouco feliz voltaria para o atormentar...

Um dia dois forasteiros chegam à aldeia de Lagares, isolada no meio das serras, lá nos confins do Minho. Um dos forasteiros era de estatura colossal, a quem logo chamam o Gigante, mas que na realidade tem por nome Thomas, o outro era Eunice, uma mulher pequena de cabelos cor de fogo que dentro em breve daria à luz dois gémeos. Ele, originário de um incerto país latino-americano, é um grande contador de histórias tão verdadeiras quanto inesgotáveis e que fazem as delícias dos habitantes de Lagares. Um dia, porém, o Gigante adormece e o seu sono prolonga-se por meses, anos, mas continua a contar as histórias com que vai sonhando. Nessa espera interminável, Eunice decide anotar por escrito tudo o que sonha aquele homem que ama e que tanto a fascina. E será a partir daí que as coisas seguirão um novo e extraordinário curso, mudando para sempre a vida daquela gente.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em "A Rapariga que Roubava Livros", vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Desafiio literário Outubro

Este mês desafiamo-lo a ler um livro da autoria de um Prémio Nobel e também a ler um livro de Literatura Fantástica:
O tesouro
O senhor Arne fora um dos homens mais ricos e mais respeitados da região. Contudo foi tragicamente morto juntamente comtodos os seus criados e uma sobrinha com menos de catorze anos. A velha mansão de família foiincendiada e o tesouro foi levado. A única sobrevivente foi a jovem órfã Eisalill que vivia com a sobrinha do senhor Arne mas que não se lembra do que sucedeu.
Numa pequena cidade costeira os habitantes perguntam-se o que se passa com a natureza: é quase Verão e o mar continua gelado. Três soldados, nobres escoceses, aguardam que o seu barco desencalhe para partirem com o seu misterioso baú. Um deles, um homem elegante e bem vestido, reconhece a jovem Elsalill, que trabalha na estalagem após ter escapado aos assassinos que mataram toda a sua família.

Romance feito de diversas histórias que se desenvolvem ao longo dos anos em dois cenários simultâneos - o bairro de la Mangachería, na cidade de Piura, e Santa Maria de Nieva, uma feitoria e missão religiosa perdida na Amazónia -, é na Casa Verde - espaço de tentação e sedução - que a trama atinge o seu expoente.
«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do "Dom Quixote" ou de "À Procura do Tempo Perdido" - começam estes "Cem Anos de Solidão", obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
Há séculos, quando a magia habitava Inglaterra, houve um mago que se distinguiu entre todos os outros. Chamou-se Rei Corvo, foi criado por fadas e, como nenhum outro, soube conjugar a sabedoria desses seres com a razão humana. Só que tudo se alterará a partir do momento em que um rei louco e alguns poetas mais arrojados fazem com que a Inglaterra deixe de acreditar na magia. O que acontecerá até meados do século XIX, quando o solitário Senhor Norrell, de Hurtfew Abbey, que faz andar e falar as estátuas de catedral de York, acredita que poderá ajudar o governo de Sua Majestade na guerra contra Napoleão. Já em Londres, Norrell encontrará Jonathan Strange, um jovem, rico e brilhante (mas também arrogante), que descobre por acaso que é um mago, tornando-se seu discípulo. Os feitos de ambos haverão de maravilhar a velha Inglaterra. Até ao momento, no entanto, em que a parceria, que parecia destinada ao sucesso, virará rivalidade. É que, fascinado pela figura sombria do Rei Corvo e atraído pela sua "insensata busca" por magias há muito esquecidas, Jonathan haverá de pôr em causa tudo o que Norrell mais estimava...
Ao longo de quase duzentos anos, audiências de todo o mundo vibraram com a Flauta Mágica, de Mozart. O prazer que sentiam com a música era igualado pelo fascínio exercido pela beleza e magia da história de Papageno, o homem-pássaro, pela assustadora e ameaçadora Rainha da Noite, pelo amor e aventuras do Príncipe Tamino e da Princesa Pamina que enfrentavam os tremendos testes mágicos do Tribunal da Sabedoria. Filha da Noite é uma história de amor, de coragem e de perseverança, mas é também uma viagem pela fantasia e pelo mundo dos sonhos, para além de ser uma versão diferente desta história há muito conhecida. Marion Zimmer Bradley usa a sua própria magia para dar às personagens eternas uma nova vida na página impressa. Tudo aquilo que tivera de ser comprimido no formato da ópera e do palco, pode agora expandir-se. E é ao som da melodia dos sonhos, dos arquétipos e da fantasia que, de palavra em palavra, as personagens encontram finalmente toda a sua plenitude e os grandes testes assumem o brilho mágico que só poderia ser conferido por uma mestra da fantasia moderna como é Marion Zimmer Bradley.

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal?
A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.
Gregory Maguire cria um mundo de fantasia tão fértil e vívido que Oz nunca mais será o mesmo.

domingo, 1 de outubro de 2017

As nossas sugestões...Dia Mundial da Música


Abandonado pelas musas, Oliver Orme pode já não ser um pintor, mas será sempre um ladrão. Orme não rouba por dinheiro, mas pela necessidade de reter e corrigir o mundo em seu redor e pelo prazer, quase erótico, de furtar algo aos outros; bens irresistíveis como Polly, a mulher do seu melhor amigo Marcus. Quando o caso de ambos é descoberto, com consequências irreparáveis para Marcus, Polly, Orme e a sua mulher Gloria, o culpado refugia-se na sua casa de infância, enveredando por um caminho que irá forçá-lo a enfrentar-se a si próprio em busca de redenção. Mordaz, espirituoso, emocional e devastador, "A Guitarra Azul" disseca a natureza do ciúme e dos relacionamentos e revela uma vida assombrada pelo desejo da posse, permanentemente consciente da fragilidade do coração dos homens...

O romance da América que cruza todo o continente ao longo de um século. Na América da multiculturalidade o acordeão vai passar pela mão de sucessivas gerações de imigrantes. A música do acordeão torna-se a voz das suas fantasias, tristezas e exuberâncias. 
São imigrantes que pagam um preço para poderem pertencer à sociedade americana. Abdicam da sua identidade, nome e cultura, sofrem o ódio étnico, o desprezo dos seus próprios filhos, vivem o crime mas também o amor, a ternura e a paixão. 
O romance de uma nação incansável que ecoa na cabeça como se fosse a letra de uma canção.

À procura, procura do vento. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer e renascer. Porque a minha força é imortal.

No La Latina, em pleno centro de Paris, um tango junta o destino de Ana e Luis. Ana é francesa e ama o tango com a mesma paixão com que rejeita o pais do seu pai: a Argentina. Luis é natural de Buenos Aires e Paris é a sua última aposta para sair de uma profunda crise económica e criativa. O projeto de um filme sobre o tango, realizado por Luis e em que Ana participará vai ligá-los a partir desse momento de um modo irreversível. Tango recria a história de uma cidade e de uma música através da saga de duas famílias que se encontram nos extremos da escala social: um cocktail explosivo de amores, lutas, alegrias e traições, e uma dança sensual que os une num abraço. O romance percorre a história do tango e a história da sociedade argentina: as famílias tradicionais, as lutas e as reivindicações operárias, a imigração e a sua contribuição para a identidade nacional.

Em Nocturnos,Kazuo Ishiguro explora os temas do amor,da música e da passagem do tempo. Das piazze italianas às colinas de Malvern,de um apartamento londrino à zona «Reservada» de um luxuoso hotel de Hollywood, encontramos nestas páginas uma singular galeria de personagens - de jovens sonhadores a músicos de café e a vedetas em declínio - num momento particular de reflexão e de reavaliação das suas vidas.Terno, intimo e cheio de humor, este quinheto de histórias é marcado por um motivo recorrente: o esforço para preservar o sentido do romance na vida. É um livro para quem se recusa a perder a esperança e teima em ver o lado positivo de tudo o que de bom e mau sucede.Lições de vida e a vida em lições de mestria narrativa.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Livros Proibidos - Ciclo de Conversas. Novas Cartas Portuguesas, de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. dia 4 de Outubro, quarta





No próximo dia 4 de Outubro, quarta, terá lugar a 5ª sessão do projeto Livros Proibidos, este ano, dedicado ao tema Corpo e Identidades. Será objeto de análise a obra Novas Cartas Portuguesas, de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Um texto incontornável dentro do tema definido, desde o início do ano, para este ciclo e que revisita conceitos como igualdade de género, feminino, paridade, tão atuais nos dias que correm. O texto que nos ocupará nesta sessão é uma obra escrita a partir de um conjunto de cartas redigidas por uma freira portuguesa, enclausurada no convento de Beja, no século XVII, a um oficial francês. O impacto que estas cartas tiveram no século XVII continuou a fazer-se sentir ao longo dos séculos que se seguiram à primeira publicação. Sujeitas a constantes traduções e reedições em várias línguas, as cartas de Mariana seriam, trezentos anos depois, em 1969, publicadas em edição bilingue pela Assírio & Alvim, com o título Cartas Portuguesas, e em tradução de Eugénio de Andrade. Foi essa a edição utlizada por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, como texto matricial justamente pelo peso simbólico de que se revestia a figura de Mariana e pela imagem feminina que delas emergia: o estereótipo da mulher abandonada, suplicante e submissa, alternando entre a adoração e o ódio, e praticando um discurso de paixão avassaladora por aquele (o cavaleiro) que se apaixonara também, mas partira depois, para não mais regressar. É esta relação de amor e devoção, de subserviência e autovitimização que as três autoras, três séculos depois, aproveitando-lhe os contornos mais gerais, vão desmontar e remontar, estilhaçando fronteiras e limites, quer das temáticas, quer da própria linguagem.
Obra proibida pela censura e julgada em tribunal por imoralidade em 1972. Para as autoras as questões da sexualidade, do erotismo, do direito das mulheres ao prazer, à contraceção e ao aborto, da negação da violência, tinham de romper as barreiras do privado.
Com Maria Teresa Horta, escritora conhecida do grande público e uma das autoras deste livro paradigmático e que se tornou num símbolo de luta feminina. A moderação é de Nicolau Santos.


PRÓXIMAS SESSÕES
Dia 15 de Novembro, quarta, às 21H30
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Com a atriz Maria João Luís
Moderadora
Maria Flor Pedroso
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Avançar com a Igualdade de Género, com Marisa Matias

No mês de outubro, quinta-feira 19, pelas 21h30, a eurodeputada Marisa Matias virá à Biblioteca Municipal de Oeiras debater a importância da igualdade de género em todos os domínios da sociedade, político, económico, laboral, pessoal e familiar. Este é um tempo de novos desafios quanto aos direitos e liberdades para a igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização de mulheres e homens.
Nos dias de hoje, em virtude da persistência de desigualdades nas relações de género, afigura-se como fundamental acabar com a discriminação de género através de uma intervenção integrada nas várias esferas da sociedade, com vista à promoção de uma plena Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres.
Cada vez mais se observam transformações profundas no “modelo familiar”, tradicionalmente assente numa construção social de papéis de género em função do sexo, conduzindo a uma conceção do masculino e do feminino diferenciada e hierarquizada em termos de importância.
Marisa Matias é investigadora do Centro de Estudos Sociais e doutorada pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Publicou vários artigos científicos, capítulos de livros e outras publicações, nacionais e internacionais, sobre relações entre ambiente e saúde pública, ciência e conhecimentos e democracia e cidadania. Colaborou enquanto formadora/professora em vários cursos de formação e programas de pós-graduação. Realizou investigação científica nas áreas da saúde ambiental, sociologia da ciência, sociologia da saúde e sociologia política. Em 2016 foi candidata às eleições presidenciais portuguesas, tendo ficado em 3º lugar e tornando-se a mulher mais votada de sempre em eleições presidenciais em Portugal. 
Atualmente é deputada no Parlamento Europeu, eleita em 2009, onde integra as Comissões de Indústria, investigação e energia (ITRE) e Economia a assuntos financeiros (ECON). É também Vice-Presidente da Delegação para as relações com os países do Maxereque. Entre 2009 e 2012 foi membro da Comissão de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar (ENVI)A moderação é de Vasco Trigo.
Contamos consigo!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Exposição de Ilustração de João Concha, na Biblioteca Municipal de Algés




quinta-feira, 21 de setembro de 2017

As nossas sugestões...azul

As nossas sugestões: leia um livro cuja capa seja azul
A professora Mann é uma mulher de trinta e tal anos que vive sozinha com os seus dois filhos, ensina Geografia num liceu nocturno e está divorciada de um homem que vive num país turbulento - Israel. Mais dos que sentir ou pensar, prefere observar o mundo na qualidade de testemunha, fragmentando-o em detalhes de maneira incisiva, implacáve, muitas vezes mordaz. Viajante impenitente - como o fora anos antes, de mochila às costas, percorrendo o mundo sozinha, vivendo a espontaneidade, o exotismo, deitando-se com desconhecidos-, escreve a sua passagem pela vida «como se tudo se tratasse  de uma longa viagem que há que registar» repleta de aventuras, juventude, amor e sexo, acidentes e atentados. O passado e o presente, e o mundo exterior e o interior, interagem e dão lugar a uma grande imprevibilidade. A passageira é um romance diferente e cativante. Num registo coloquial, a autora mostra uma realidade em que o quotidiano é permanentemente comovido pelo insólito, pela diferença, levando-nos por caminhos pouco trilhados, no termo dos quais há sempre uma reviravolta que surpreende o leitor, confundindo-o e sugerindo um novo rumo para a imaginação.
O enredo da bolsa e da vida, o mais recente romance de Eduardo Mendoza, protagonizado pelo célebre detetive louco d’O mistério da cripta assombrada e O labirinto das azeitonas, é uma sátira genial sobre a Europa contemporânea. O detetive sem nome regressa à ação em tempos de crise e, ajudado por uma trupe improvável, que inclui uma acordeonista de rua, um africano albino e um vigarista, entre outros, é chamado a impedir um ataque terrorista envolvendo Angela Merkel.
Um livro muito bem escrito sobre três figuras importantes: Kafka, Pessoa e Borges. Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de Nova Iorque a um rapaz misantropo que chega a Lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles. Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, "No Meu Peito não Cabem Pássaros" é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Exposição de Ilustração de Pedro Benvindo, na Biblioteca Municipal de Carnaxide

No passado sábado, decorreu na Sala Infantil da Biblioteca Municipal de Carnaxide, a inauguração da exposição de ilustração "10 Histórias para adormecer sem medos nem birras", que contou com a presença do ilustrador Pedro Benvindo e da autora Filipa Sommerfeldt Fernandes.











segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aconteceu neste Verão - Curso Ler, Ouvir e Contar


Nos passados dias 10 a 15 de julho de 2017 foi promovido na Biblioteca Municipal de Algés - Galeria Municipal do Palácio Ribamar de Algés mais um Curso de Verão intitulado Ler, Ouvir e Contar.
Neste curso pretendeu-se explorar todo o processo da narração oral, desde a seleção de textos, de livros e objetos narrativos à criatividade vocal, gestual e corporal, bem como o processo de comunicar uma história para captar a atenção de um público em vários contextos.
O curso contou com a colaboração de 5 formadores convidados, Inês Blanc (Minutos de Leitura), Conceição Garcia (Escrever Escrever), Telma Pereira, Elsa Serra (Escrever Escrever) e Paulo Patraquim (Bica Teatro) que ministraram 6 módulos: Contar com Tapetes Narrativos; Técnicas de Storytelling; Contadores de Sons; Contar Histórias Com Livros; Contar Histórias Sem Livros; e Contos Contigo.
O curso envolveu 40 participantes (cerca de 20 por módulo) que manifestaram a sua elevada satisfação com os módulos do curso e mostraram especial interesse nos objetos narrativos apresentados (tapetes e instrumentos musicais).
Apresentamos 2 momentos do curso do verão:
Contar com Tapetes Narrativos com Inês Blanc
 Contadores de Sons com Telma Pereira