sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

12º Ciclo de Conversas na Aldeia Global | Futuro Sustentável: E depois do Brexit e dos novos muros?, por João César das Neves

http://www.unric.org/pt/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel
A 16 de março, quinta-feira, pelas 21h30, abrimos a programação do 12º ciclo de Conversas na Aldeia Global, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. Ao longo do ano, pretende-se criar um espaço de debate e discussão sobre a implementação da Agenda 2030 e, sob o mote Futuro Sustentável, abordar os 17 objetivos globais para o Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Esta agenda resulta do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza e a fome, a redução das desigualdades, promover a paz, a prosperidade, o crescimento económico e o bem-estar de todos, a igualdade de género, a educação de qualidade, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. 
Que Mundo queremos em 2030? Acha que haverá menos fome, menos desigualdades, mais justiça no Mundo? Será que em 2030 teremos conseguido atingir todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Como é que se vive numa sociedade em crescente desigualdade social? O mundo enfrenta hoje grandes desafios. Resposta a estas e outras questões colocadas pelos convidados e pelo público vão ser trabalhadas por um conjunto de participantes das áreas sociais e humanas, ciências políticas e económicas, ciências da natureza e humanidades.
Neste contexto, face às recentes mudanças políticas e a todas as incertezas e desigualdades que comprometem o desenvolvimento futuro, depois do “Brexit”, da vitória de Donald Trump e da emergência de novos muros ou nacionalismos económicos, o mundo vive uma mudança de época? O que vai acontecer? O que devemos fazer?
Estas são algumas das perguntas a tratar pelo economista João César das Neves, conhecido do grande público pelo modo frontal como expõe as suas ideias.
Professor catedrático da Universidade Católica, preside ao Conselho Científico da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, assessorou um Chefe de Governo (1991 a 1995), um Ministro das Finanças (1990) e foi Técnico Superior do Banco de Portugal (1190 a 1997). Os seus interesses de investigação têm passado pela pobreza e desenvolvimento, ciclos económicos, desenvolvimento económico português, pensamento económico medieval e, mais recentemente, a ética económica. Autor de mais de 40 livros e múltiplos trabalhos científicos, é também colaborador regular na imprensa, assinando a coluna "Não há almoços grátis", no Diário de Notícias.
Contamos consigo em mais um ciclo de Conversas na Aldeia Global moderado por Vasco Trigo.

Tolerância de ponto no Carnaval - encerramento das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Informamos que as Bibliotecas Municipais de Oeiras encerram na próxima terça-feira de Carnaval, dia 28 de Fevereiro.

Agradecemos a sua compreensão.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os livros dos Óscares

Do papel ao celulóide - Os livros que ganharam Óscares

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livros Proibidos| Ciclo de Conversas| "Corpo e Identidades"| 4º Ciclo



No passado dia 15 de Fevereiro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, teve lugar a 1ª sessão deste 4º Ciclo, este ano dedicado ao tema Corpo e Identidades. Um tema que tem na sua génese não só olhares e reflexões que atravessam toda a história do pensamento, sublinhando o seu caráter polémico, mas, sobretudo, porque a sua discussão no espaço público adquiriu, nos últimos tempos, uma importância acrescida e vital, com evoluções significativas e históricas ao nível legislativo, social e cultural.
Abrimos com uma das obras obrigatórias e incontornáveis nesta abordagem e uma das mais lidas de sempre: O Segundo Sexo, de Simone Beauvoir. Quase 70 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que a autora discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher (expressão que a própria Beauvoir detestava) continuam a ser pertinentes e a manter acesso um debate clássico... Cruzando argumentos de Biologia, de Antropologia, de Psicanálise e Filosofia e outras áreas do saber, a obra que esteve em análise revela os desequilíbrios de poder entre sexos e a posição do outro que as mulheres ocupam no mundo. O Segundo Sexo é uma obra essencial do chamado feminismo e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como mulher ou feminino - e que estão na base da opressão das mulheres - são hoje amplamente aceites.
O livro foi comentado pela Isabel Moreira, deputada, política e desde sempre muito interventiva nesta e em todas as causas de minorias, moderado pelo jornalista Ricardo Costa, numa sessão em que a afluência de público ultrapassou expetativas e que o debate foi muito participativo, também por jovens, a comprovar que existem temas e autores que rompem com barreiras geracionais e convocam sempre a discussão.
Consulte o guião de leitura desta sessão.

Próxima Sessão
Dia 24 de Março, Sexta, 21H30
O Amante, de Marguerite Duras
Por Ana Gomes
Moderação: Ricardo Costa
Informações
21 440 63 30



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Este Carnaval leia autores brasileiros

Porque o Brasil não é só samba e futebol, este Carnaval leia autores brasileiros.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Agenda do Século XXI...


Amanhã, dia 11 de Fevereiro, Sábado, celebram-se 10 anos, sobre a despenalização do aborto e da vitória do sim, num referendo que convidou os portugueses a participar sobre uma questão sensível para todas as mulheres. O primeiro referendo teve lugar em 1998, sem o desejável resultado. Repetiu-se em 2007 e o sim ganhou com 696 mil votos. Uma conquista importante na história das lutas políticas e feministas e da democracia portuguesa. Teve com protagonistas Manuela Tavares e Maria Antónia Palla. Porque a democracia é feita destes embates e do exercício dos direitos fundamentais... Chama-se liberdade! Mesmo quando as escolhas são difíceis. Manuela Tavares fundou a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) e acompanhou os 30 anos de luta pela despenalização do aborto em Portugal. Escreveu o livro Aborto e Contraceção em Portugal, onde documentou e registou a memória desta batalha...
Tal como refere neste texto, o primeiro apelo público ao aborto livre e gratuito surgiu em Maio de 1974, com o Movimento de Libertação das Mulheres (MLM), na sequência do processo As Três Marias, em que Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa foram julgadas pela publicação do livro Novas Cartas Portuguesas, 1972, onde já referiam o aborto clandestino... Uma realidade aterradora, marginal e que atingia a dignidade física e psíquica de qualquer mulher, sobretudo das mais pobres. Era importante denunciar a hipocrisia social e política!
Maria Antónia Palla foi outro dos rostos pioneiros desta luta e nem o facto de ter sido julgada como autora de uma reportagem sobre o tema, em 1979 a fez abandonar uma causa que tomou como sua... Porque é tudo uma questão de liberdade, do seu exercício, de escolhas e consequências... Participar ativamente no espaço público é também escolher, discursar ou referendar. De forma consciente e cívica! É assim que se faz o caminho, se progride e se alcança conquistas importantes. É o exercício da cidadania...
O Jornal I assinalou esta efeméride com um artigo De Marta Cerqueira e Marta F. Reis.